Deputado Antônio Henrique Júnior defende cacau baiano e cobra suspensão de norma que flexibiliza importação
O deputado estadual Antonio Henrique Júnior manifestou nesta quinta-feira (16) a sua preocupação com a Instrução Normativa nº 125/2021, editada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, que flexibiliza a importação de amêndoas de cacau provenientes da Costa do Marfim. Segundo o parlamentar, a medida representa um risco para as lavouras nacionais, podendo facilitar a entrada de pragas e doenças e comprometer especialmente a Bahia, que é um dos maiores produtores do fruto no país.
Antonio Henrique Júnior destacou que a decisão ameaça diretamente a cadeia produtiva do cacau, especialmente do Oeste da Bahia, que tem se notabilizado como uma das novas fronteiras agrícolas do Brasil, além de colocar em risco milhares de produtores e a segurança alimentar do país. “Essa flexibilização cria uma vulnerabilidade para a nossa produção, que é fruto do trabalho de gerações. Não podemos permitir que interesses externos coloquem em risco uma cadeia produtiva tão importante para a Bahia e para o Brasil”, afirmou.
“Estamos preocupados com essa instrução normativa do Ministério da Agricultura. Essa medida, aparentemente técnica, abre portas para pragas destrutivas à nossa lavoura cacaueira, principalmente na Bahia, que é um grande produtor de cacau, sobretudo no Oeste do estado, que está começando a ser numa nova fronteira agrícola do cacau do Cerrado. Estamos atentos e vamos juntos defender a nossa soberania”, reforçou Antonio Henrique Jr.
A Bahia é o principal estado produtor de cacau no Brasil, e o setor representa uma importante fonte de sustento para milhares de famílias, além de ter grande relevância econômica e histórica para a região Sul do estado.
A preocupação também foi tema de debate na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, que realizou uma audiência pública nesta quarta-feira (15) para discutir os riscos da medida e seus impactos no setor. O deputado defende a suspensão imediata da normativa e a adoção de medidas de proteção para o agronegócio brasileiro, preservando empregos, renda e a economia do campo.